Time este apoiado por uma torcida sem igual. Que acreditou em todos os momentos no sonho que foi arrancado brutalmente em 1981. Torcida que gritou, cantou e fez a diferença em todos os minutos em que Clube Atlético Mineiro esteve em campo neste torneio. Torcida esta que mostrou o seu valor no pior momento do time, digno de esquecimento.Aquele fatídico empate com o Vasco da Gama que selou o rebaixamento do alvinegro mineiro manchou a história deste time que sempre sofreu as maiores adversidades. Uma tristeza pesada caiu sobre o Estádio no Mineirão naquele dia. Mas de algum lugar, vozes foram ouvidas. Vozes daquela torcida. Vozes daquela torcida apaixonada cantavam o hino do clube, como prova de seu apoio incondicional.
E no final de 2006, o Galo consolidava seu retorno ao local de onde jamais deveria ter saído. Um retorno nos braços da torcida, que foi capaz de lotar dois estádios para acompanhar e apoiar o time. Era apenas o começo de uma nova era. O renascimento estava para chegar.
Amargando goleadas sonoras para o maior rival e em meio a lutas contra um novo rebaixamento por anos seguidos, surge alguém para mudar o time: Cuca. Após ser demitido por perder um título importante, foi contratado pelo Atlético, com a missão de salvar o time. Uma história com um início desastroso, que contou com nova incrível goleada a favor do lado azul da Lagoa.
2012 se inicia e com ele chega algo novo. O Estádio Independência, onde o ganhamos o 41° título mineiro. O estádio que fez muito mais para uma torcida do que simplesmente existir para partidas de futebol. O estádio que reaproximou torcedores e jogadores que há muito estavam distantes e logo após essa conquista, a chegada do Maestro.
A chegada de Ronaldinho Gaúcho, com resistência daquela torcida que precisava mais do que nunca de algo importante. A chegada que mudou a cara do clube. Um futebol digno de cinema que nos garantiu o vice-campeonato nacional e a vaga no torneio mais cobiçado do continente e o mais importante: a confiança plena do torcedor alvinegro.
Em 2013, o clube conseguiu o 42° título mineiro. O segundo seguido e estava encaminhando a escrita na história. Com jogos memoráveis, passamos de coadjuvantes a protagonistas do esporte nacional. Escrevendo a história em cada partida, fomos caminhando. Pelas beiradas, comendo quieto como todo bom mineiro. A escolha estava feita. Chegou a nossa vez!
Vitória sofrida, na raça. Sofrimento nas arquibancadas. A estrela brilha no céu. A estrela da maior conquista alvinegra. A estrela continental, apontada como escolha divina e como duvidar disso? A passagem "Faça por onde e Eu lhe ajudarei" se mostrou real. De repente, havia acabado. Vencedores. Ganhamos! Barulho ensurdecedor nas cadeiras, invasão do gramado. Vitória inédita e histórica que será eternamente lembrada por essa torcida. Mais uma vez aquela torcida apaixonada que tanto passou por provações ao longo dos 105 anos de vida. Finalmente: a América é nossa!
Comemore Clube Atlético Mineiro! Comemore torcida!
SOMOS OS NOVOS DONOS DA AMÉRICA!
Hiago Christo

