E aí pessoal! Bom dia a todos!
Bom, estamos acompanhando aí o caso da Polícia Militar do Espírito Santo. Imagino que todos achem absurdo a desvalorização da categoria. No entanto, vale lembrar que, teoricamente, não foi a categoria que iniciou a manifestação, mas suas esposas. Como pode ser visto nesse link, foi veiculada uma matéria pela Gazeta Online, e nessa matéria é exibido um vídeo dos policiais "negociando" com as esposas para saírem com o policiamento e as mesmas impedindo tal ação.
No vídeo divulgado nessa reportagem, vejo três pontos de destaque:
- Se as mulheres são de fato esposas dos policiais, vemos homens que não devem ter voz nem dentro da própria casa. Tendo isso em vista, essas mulheres estão agindo como falsas feministas e esses policiais não são nada mais do que um bando de pau mandado;
- Se esses policiais não tem dedo nessa história e estão realmente "proibidos" de sair para trabalhar, esse movimento é ilegítimo, ou pelo menos deveria ser, por não ter origem na própria categoria profissional;
- Dado o tópico anterior, vemos a segurança pública local ser comprometida em função de caprichos de indivíduos civis. No final das contas, quem tá mandando na polícia e no estado são as esposas desses policiais? Que p**** é essa?
No final das contas, chego a uma conclusão: essa situação é simplesmente vergonhosa para a polícia do Espírito Santo. Como eu gosto de tópicos, aí vão mais três:
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| O que será que tá acontecendo? |
- De acordo com uma pesquisa rápida, o artigo 142, parágrafo 3º, inciso IV, diz: "ao militar são proibidas a sindicalização e a greve";
- Militares tem menos autoridade que meros civis?;
- Já não houve uma ordem judicial obrigando o policiamento a retornar? Essas esposas estão desrespeitando o judiciário?
Greves são previstas na Constituição, mas aplica-se à outra classificação. Além disso, essa "greve" capixaba apenas exemplifica a bagunça que o país se tornou. O golpe tem várias faces. Essa é só mais uma delas. A presença da Força Nacional exercendo a função da polícia contribui para o rompimento de uma linha muito tênue que já existia com a própria polícia militar. Não será surpresa se acabarmos com uma intervenção militar igual a de 1964.
Vale lembrar também que o atual governador do Espírito Santo é Paulo Hartung, do PMDB e o vice-governador é César Colnago, do PSDB. Impressionante como há muito fogo envolvido na fumaça desses partidos, não?
E como diz Márcio Guerra, "é claro que quero saber sua opinião". Comentem aí embaixo o que vocês estão pensando sobre essa manifestação e respondam à nova enquete aí do lado.
Até a próxima!

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